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Noite de celebração às raízes africanas marca abertura de mostra no Palácio Anchieta
Publicado em 10 de setembro de 2025 às 09:16
Noite de celebração às raízes africanas marca abertura de mostra no Palácio Anchieta Noite de celebração à ancestralidade africana marca abertura da exposição "Línguas africanas que fazem o Brasil" no Palácio Anchieta Reprodução

Vitória viveu uma noite inesquecível na última terça-feira, 9 de setembro, com a estreia da exposição Línguas africanas que fazem o Brasil, que desembarcou no majestoso Palácio Anchieta, em uma parceria entre o Museu Vale e o Museu da Língua Portuguesa. 


A mostra, que chega ao Espírito Santo em sua primeira itinerância fora de São Paulo, foi prestigiada por nomes importantes da cena cultural capixaba, artistas, educadores, representantes do poder público e entusiastas da arte e da história afro-brasileira.


A curadoria impecável do músico e filósofo Tiganá Santana foi o fio condutor da noite, reunindo uma atmosfera de reverência, memória e celebração da contribuição africana à formação do português falado no Brasil. Com ambientação sensorial e instalações impactantes, o espaço se transformou em um verdadeiro santuário da ancestralidade.



Obra Castiel Vitorino - Foto: Fellipe Amarelo 


A diretora do Museu Vale, Claudia Afonso, recepcionou os convidados ao lado de parceiros da iniciativa, reforçando o papel da cultura como elo entre passado e presente. “É uma honra trazer ao Espírito Santo uma exposição tão potente, que reconhece e valoriza as raízes que moldaram nossa identidade. É uma experiência de pertencimento e escuta”, destacou.


Entre os destaques da noite, estiveram os artistas capixabas Castiel Vitorino Brasileiro, Nathan Dias e Jaíne Muniz, que emocionaram o público ao apresentar suas obras inéditas, criadas especialmente para esta edição. 



Obra Jaíne Muniz- Foto: Jaíne Muniz 


Castiel levou ao espaço sua investigação sobre grafias sagradas e cosmogramas Bantu, enquanto Natan encantou com esculturas metálicas que pulsam com a força da coletividade. Jaíne, por sua vez, trouxe o universo telúrico em composições que dialogam com o vento, a terra e a ancestralidade preta dissidente.


Os bastidores de madeira com palavras de origem africana bordadas à mão pelo artista Rick Rodrigues atraíram olhares atentos e suspiros de admiração – cada termo, um elo entre línguas, culturas e histórias.


A noite também foi de encontros e trocas. Circularam pelo evento nomes como a secretária de Cultura do Estado, representantes do Instituto Cultural Vale, curadores, professores, artistas e jovens estudantes convidados das redes públicas e privadas.



Obra Nathan Dias - Foto: Felipe Amarelo



Com entrada gratuita e visitação até o dia 14 de dezembro, a exposição promete movimentar o calendário cultural da capital, com atividades educativas, visitas mediadas e uma rica programação paralela.


A exposição integra o projeto Museu Vale Extramuros, que leva arte e cultura para além dos limites físicos do museu, democratizando o acesso e aproximando o público da produção cultural local.


Para quem ainda não visitou, fica o convite: Línguas africanas que fazem o Brasil é mais que uma exposição — é um mergulho profundo nas raízes de nossa identidade.


Serviço:


Exposição: Línguas africanas que fazem o Brasil – Itinerância Espírito Santo


Visitação: De 10 de setembro a 14 de dezembro


Horários: Terça a sexta, das 8h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 9h às 16h


Local: Palácio Anchieta – Praça João Clímaco, s/n – Centro, Vitória – ES


Entrada gratuita | Classificação livre


Agendamento para escolas: (27) 3636-1031 / (27) 3636-1032 ou educativo.mv@institutoculturalvale.org

Por: Edu Coutinho

Edu Coutinho

Edu coutinho é o idealizador do Portal Resenhando e colunista principal

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